sábado, 3 de janeiro de 2009
Jijoca - Guriú - Tatajuba
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Itarema - Jijoca
Parto de Itarema como quem parte dizendo adeus ao que esquenta, o sol está escaldante e mesmo com tanto vento que fez derrubar e quebrar as varetas da barraca, o mormaço é incrivel, bom para os gringos que vem de ´´ruma´´ fugindo do frio de sua terra e ficam tão vermelhos com o calor que chega a ser engraçado. Saio às 15 horas depois de um bom banho e de ter lavado minhas roupas, a coisa dificil é lavar roupa, dá uma dor fudida nas costas, mas é isso, quando voltar da cidade coloco na maquina de lavar e espero secar e esperar secar é o melhor, aqui com o calor e o vento as roupas secam rapidinho. Pedalar ontem foi algo tão irreal, florestas de carnaúbas me rodeavam, o asfalto não estava lá essas coisas, mas quase não passavam carros, e quando pasavam vinham como quem vê o ´´cão´´.
De início queria chegar em Cruz, cidadezinha com ar de serra, gramados na praça, igreja bonitinha, ar de natal ainda, passei reto, fiz carreira até Jijoca, pois o sol já estava dando seu adeus e não queria pedalar a noite. Jijoca é uma área de preservação ambiental, cidadezinha que antescede Jericoacoara, uma das praias mais visitas por turistas do Brasil, do mundo. Eu nunca estive lá pra ver o que passa, só conheço por fotos e mal, mas penso em passar o fim do ano lá. Para chegar em Jijoca não foi fácil, digo que não foi fácil não pelo caminho, mas pelo cansaço que tive que correr contra o tempo, pedalei conversando com o sol, grande astro que ilumina os caminhos, o meu foi até 5:50.
Como ontem foi domingo, os bares estavam cheios, o forró truando e muita gente passando de moto, a moto é um dos transportes mais utilizados dessas localidades, são adolescentes, mulheres e homens que fazem uso; fácil ver 3 pessoas em uma moto, é objeto de desejo por eles. Ao escurecer, parei em uma bodega que estava fechada para descançar e aproveitar pra preparar uma das mais saborosas receitas da culinaria indígena, tapioca, mas a minha foi tapioca misturada com granola e azeite, de fato, deu vontade de comer mais, porém a goma tinha acabado, o jeito foi tomar um banho, arrumar as coisas, pegar a lanterna e seguir na estrada. Faltavam 4kms para chegar e a escuridão da estrada me deu medo, medo de não sei o que, mas cantei, cantei pras estrelas, pro meu caminho, para a natureza, e que beleza. Na entrada de Jijoca perguntei a um guia que passara de moto onde poderia armar uma barraca em um canto tranquilo, e ele me mandou ir para a pousada Gincoara que chegando lá dissesse que era amigo do guia Andeilson (acho que é esse o nome), pois não deu outra.
A pousada é muito agradável, possuindo várias árvores e um espaço amplo de estadia.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Lagoinha-Mundaú-Baleia-Itarema
Vi um golfinho morto na beira da praia, como a vida é, conversei com um pescador que disse que é comum acontecer tal fato, o golfinho encalha e pronto, assim como tartarugas e outros peixer que se perdem de sua rota, no inverno é mais comum isso acontecer.
Hoje foi um dia surreal, cemitérios nas dunas, muito forró e cachaça no bar da balsa que atravessava as moitas para a enseada dos patos. Dei um tempo vendo a moçada jogando sinuca, de tanto cansaço, não me atrevi a jogar uma partida, fiquei esperando o sol esfriar para assim atravessar, mas o que queria comentar é que a sinuca é um jogo muito interessante, jogo de malandro, jogo de intelectual.
Depois de estradas de carroçal que é de terra batida ou piçarra, acabei caindo na pista, no asfalto, confesso que estava com saudade da estrada, também a esperança tava baqueada, corrente seca, estralando, dava uma dor vê ela assim, e também queria pegar a estrada por que nela tem descidas intermináveis. Já estou em Itarema, não sei se vou a Almofala hoje (domingo) conhecer a comunidade indigena de Tremenbé.
Ontem (sábado) dei um super banho na bike, tava precisando passar um óleozinho, tomar uma ducha, hoje ela tá só o bombom, deslizando do asfalto.
Pensamentos me tomam, a ficha anda caindo e eu vibrando feito louco para a imensidão do mundo, o universo é algo mágico, o amor ainda mais, e nesses momentos a esperança é só deleite. Preferia não falar nada, as vezes prefiro até, as palavras não dizem o que realmente sentimos, só o que a gente pensa, a minha sensação de está se jogando nesta jornada é algo ... sem palavras , acho que vou postar as fotos e até mais, beijos e abraço calorosos, para aqueles que estão acompanhando de perto, fico feliz por tudo, nos vemos por estas veredas ou quem sabe no FSM.
Alguns cenários do caminho, só desfrute ...
até a próxima estação .. .
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Lagoinha
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Fortaleza - São Gonçalo do Amarante
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
No mais, tudo na mais perfeita paz . ..